Método

Referências do método.

Os estudos por trás das escolhas de projeto. Eles descrevem associações observadas em pesquisas: são ferramenta de projeto, não promessa de resultado de saúde. O método não é atendimento psicológico.

Estudos

  1. Brown, T. M. et al. (2022)

    Recommendations for daytime, evening, and nighttime indoor light exposure to best support physiology, sleep, and wakefulness in healthy adults.

    PLoS Biology, 20(3), e3001571. doi.org/10.1371/journal.pbio.3001571

    O que dizConsenso de especialistas para adultos saudáveis: luz intensa durante o dia (pelo menos 250 lux melanópicos na altura dos olhos), luz baixa à noite (até 10 lux nas 3 horas antes de dormir) e escuro no ambiente de sono (até 1 lux).

    Como usoBase das cenas de luz dia/noite e da luz mais baixa e quente nos ambientes de descanso.

  2. Gooley, J. J. et al. (2011)

    Exposure to room light before bedtime suppresses melatonin onset and shortens melatonin duration in humans.

    Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 96(3), E463–E472. doi.org/10.1210/jc.2010-2098

    O que dizEm 116 voluntários saudáveis de 18 a 30 anos, a luz comum de ambiente antes de dormir, comparada à penumbra, atrasou o início da melatonina e encurtou sua duração.

    Como usoReforça o cuidado com a intensidade da luz à noite nos quartos e salas.

  3. Ulrich, R. S. (1984)

    View through a window may influence recovery from surgery.

    Science, 224(4647), 420–421. doi.org/10.1126/science.6143402

    O que dizEm registros de um hospital, pacientes com janela voltada para árvores tiveram internação pós-operatória mais curta e usaram menos analgésicos fortes do que pacientes pareados com janela para uma parede de tijolos.

    Como usoValoriza a vista e o contato visual com a natureza, sobretudo em clínicas e salas de espera.

  4. Gillis, K. & Gatersleben, B. (2015)

    A review of psychological literature on the health and wellbeing benefits of biophilic design.

    Buildings, 5(3), 948–963. doi.org/10.3390/buildings5030948

    O que dizRevisão da literatura: há bastante evidência para elementos naturais presentes no ambiente (como plantas e vista); para materiais e processos naturais, a evidência empírica ainda é escassa.

    Como usoCalibra o uso do design biofílico: plantas, vista e luz natural primeiro, sem prometer efeito de materiais.

  5. Browning, W. D., Ryan, C. O. & Clancy, J. O. (2014)

    14 Patterns of Biophilic Design.

    Terrapin Bright Green. www.terrapinbrightgreen.com/reports/14-patterns/

    O que dizOrganiza 14 padrões de design biofílico em três grupos — natureza no espaço, análogos naturais e natureza do espaço — e indica o nível de evidência de cada um.

    Como usoChecklist de diretrizes do Perfil do Espaço.

  6. Elliot, A. J. & Maier, M. A. (2014)

    Color psychology: Effects of perceiving color on psychological functioning in humans.

    Annual Review of Psychology, 65, 95–120. doi.org/10.1146/annurev-psych-010213-115035

    O que dizA cor pode influenciar afeto, cognição e comportamento, mas a pesquisa ainda está em estágio inicial e não sustenta receitas prontas de aplicação.

    Como usoPor isso a paleta parte das suas preferências, e não prometo efeito de cor.

  7. Coburn, A., Vartanian, O. & Chatterjee, A. (2017)

    Buildings, beauty, and the brain: A neuroscience of architectural experience.

    Journal of Cognitive Neuroscience, 29(9), 1521–1531. doi.org/10.1162/jocn_a_01146

    O que dizDescreve a neuroarquitetura como um campo de estudo ainda nascente, que precisa amadurecer como ciência experimental.

    Como usoÉ o tom do método: conhecimento usado como ferramenta de projeto, não como ciência comprovada.

Normas da profissão

  • Código de Ética e Disciplina do CAU/BR (Resolução CAU/BR 52/2013), item 3.2.16

    O arquiteto e urbanista deve recusar qualquer comissão, vantagem ou presente oferecido por fornecedores de insumos de seus contratantes.

    transparencia.caubr.gov.br/resolucao52/

  • Resolução CAU/BR 75/2014, art. 11

    A divulgação de projeto deve indicar o responsável técnico, o título profissional, o número de registro no CAU e a atividade técnica.

    transparencia.caubr.gov.br/resolucao75/

Larissa Cardin — Arquiteta e Urbanista, CAU A190382-9. Voltar ao método.

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